Conversa de autocarro

Pita: Tou, onde é que tás?
Pita para a amiga: Dasseeeee. Foi a baixo!
Pita: Mas é muita otário, só carregou com 7,5 e aquilo era para 10 euros.

(tenta de novo a ligação)

Pita: Tou, onde é que tás?
...
Pita: Ah, carregaste-me o télélé, assim a menina já gosta.
...
Pita: O quê? Eu? Eu não te dou nada.
...
Pita: Ah, pois não dou não. E se te armas em parvo, inda te vais fo***, que eu não te dou mesmo nada.
...
Pita: O quê? Tu sabes o quê?
...
Pita: Ai, é assim? Tá bem, deixa-te andar. Olha vai po car****. Dasse!
...
Pita: Sim, mas não estavas a conduzir?
...
Pita: Ah prontos, tá bem. Tão té logo. Beijinho. Amo-te muito, mori. Xau.
(e desliga)
Pita para a amiga: Agora carregou-me o télélé, vou-lhe ligar outra vez. (com o maior ar de satisfação)

E é assim o amor nos autocarros. Ora és um otário, ora és um amor. Namorados deste país, não carreguem o telemóvel das vossas caras metades, porque depois ouvem destas coisas. E elas depois gastam os miseros euros, a ligarem-vos para vos moer o cérebro e provavelmente, provocar um acidente de trânsito.
E a nossa lingua mãe, também muito bem tratado hoje em dia.
A falta que hoje me fez o meu mp3!

Coisas que às vezes me distanciam do "ser gaja" - #1

Quando era mais miuda, diziam-me muitas vezes esta frase - "Devias ter nascido rapaz".
Uma das razões para o fazerem, era andar constantemente atrás do meu pai. É verdade, só não estava colada à bainha das calças dele - ao contrário da famosa expressão "na barra da saia da mãe" - quando ele estava a trabalhar ou a dormir. E na casa de banho, vá.
O meu pai ía deitar-se na cama, lá ía eu atrás. Estava no sofá, aí estava eu. Saía de casa por alguma motivo, eu também queria ir. Era a grande companhia. Só ele me conseguia lavar o cabelo e penteá-lo sem que eu entrasse em choro compulsivo, porque detesto que me mexam na cabeça. Ah, e cortava-me a franja, que era um mimo! (suspiro de saudade)
Não que eu não andasse também com a minha mãe, que até andava bastante, mas com o meu pai, era aquele pegamento tipo super cola 3 ou pior. E eu achava que era perfeitamente normal, mas pelos visto as pessoas não e diziam então o belo do "Tu devias era ter nascido rapaz, andas sempre atrás do teu pai."
Temos pena, nasci isto que se vê (leia-se, mulher) e não desgosto.

Welcome

Ruben Micael, jogador do Futebol Clube do Porto

Y Viva España - #1


Gerard Piqué, jogador de futebol do F.C. Barcelona

Opinião precisa-se

Ao andar aqui na cusquice de blogues alheios, deparei-me com este post e pensei: "Também já mudava qualquer coisinha neste meu cabelo".

Ora o meu cabelo está pelo meio das costas, se não mais comprido ainda e sem corte nenhum. Uso um leve risco para o lado esquerdo, visto que se o fizer mais ao lado, o danado cai-me todo para a cara e fico pior que uma toupeira. A cor está entre um castanho claro, que com o sol tanto lhe dá para a loirice como para uns pózinhos de ruivo.

Aproveitando que já dei conta que ainda há quem tenha paciência para vir a este antro de parvoíce ler o que me vai na vontade da ponta dos dedos, peço aqui publicamente a vossa ajuda.

Que tendências há para este?
Qual o penteado que mais gostam?
Aquele estilo de franja-hoje-para-a-frente-amanhã-para-o-lado funciona mesmo?
Um sitio mesmo catita onde há uma cabeleireira que além de fofinha, é optima profissional e faz milagres capilares sem nos deixar com os cabelos em pé? (ou seja sem sair de lá a desejar ser careca ou vá, o meu cabelo de volta). E já agora que não seja do outro lado do mundo e barato q.b. (aqui a je mora em Lisboa)


Fico a aguardar as vossas opiniões e ideias, mas aviso já que não gosto de cortar muito no comprimento. Depois é como se me sentisse nua. Meu rico cabelo. E também não me apetece mudar a cor.
Pronto, não sou dada a grandes mudanças e transformações. A ultima vez faz em Março um ano, e apesar de não ter desgostado, ficou pouco mais que a bater pelos ombros e sentia-lhe a falta, pobrezinho.

Agradecida!

Vai mais um estudo, vai?



Um estudo da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, sobre agressividade e confiança, revelou que as mulheres loiras têm uma atitude mais "guerreira e determinada" diante da vida.
A pesquisa, que envolveu 156 estudantes da universidade, descobriu ainda que elas fazem mais sucesso entre os homens, são mais bem tratadas e menos dispostas a ceder nos seus propósitos.

A psicóloga Catherine Salmon, da Universidade de Redlands, afirma que as mulheres loiras têm mais confiança nas suas qualidades e mesmo aquelas que "se transformam" em loiras, rapidamente se adaptam às vantagens dessa cor de cabelo. Acrescenta ainda que "As morenas realmente tendem a trabalhar mais duro e esperar menos tratamentos especiais".

Estes senhores já estavam quietinhos, deixavam de estudar aquilo que já toda a gente sabe ("que elas fazem mais sucesso entre os homens") e faziam alguma coisa de util pela sociedade. Eu que até era loirinha em criança e ainda mantenho uma cor base na gama do loiro-escuro-a-atirar-para-o-castanho, não me posso queixar, mas quer dizer, também não é tanto assim. Morenas deste país - que perdem o vosso precioso tempo a passar os olhos por este antro de parvoice escrita - indignem-se, aceitem, confirmem, contrariem...enfim, digam qualquer coisinha. Homens também estejam à vontade!

Uma questão de altura


Um estudo da Universidade de Princeton, diz que as pessoas mais altas são mais bem sucedidas e mais optimistas. A pesquisa baseou-se em 450 mil americanos adultos que participaram do estudo e os que afirmaram que o seu estilo de vida era o pior possível eram, no geral, dois centímetros mais baixos que a média de estatura da população geral. As mulheres que se disseram infelizes, eram 1,3 centímetros mais baixas que a média de altura entre a população feminina.

Outro estudo feito por dois professores brasileiros, revelou que as mulheres que apresentam estatura entre 1,70m e 1,75m, ganham 20,4% mais do que as mulheres com estatura entre 1,50m e 1,60m. Já os homens entre 1,80m e 2,10m ganham, em média, 70,2% mais do que os com altura entre 1,60m e 1,65m.

E agora eu pergunto:
Então e o Napoleão Bonaparte? E o Charles Chaplin? E oTom Cruise? E o Pablo Picasso? E o Roberto Benigni? E o Gandhi? E o Lionel Messi? E o futebolista Roberto Carlos? E o Michael J. Fox? E o Humphrey Bogart? E o Romário? E o Al Pacino? E o Xavi Ernandes? E o Dustin Hoffman? O Ludovic Giuly? E o Billie Joe? E o Bojan Krkić?

E para não dizerem que só me lembrei dos homens: então e a Madonna? E a Carmen Miranda? E a Elis Regina? E a Eva Longoria? E a Sarah Jessica Parker? E a Kylie Minogue? E a Kelly Clarkson? E a Shakira? E a Natalie Portman? E a Penelope Cruz? E a Kate Moss? E a Reese Witherspoon? E a futebolista Marta? E a Michelle Larcher de Brito? E a Justine Henin?

E eu, hein? A bater o 1,70m, fico onde no meio de tanto estudo?

É coisinha para me irritar nº 5

A exploração da desgraça alheia.
Que as pessoas do resto do mundo precisem de saber o que aconteceu no Haiti, que mostrem a devastação, que apelem ao sentimentalismo para que todo o mundo se una numa onda de solidariedade, até entendo.

Agora levar isto aos extremos de mostrar as pessoas deitadas a esvaírem-se em sangue, a chorarem compulsivamente, com os filhos a morrerem nos braços, entaladas debaixo de prédios, isso já não me entra na massa encefálica e tira-me do sério. Como não consigo com os meus berros e estupefacção, fazer com que os telejornais deste país parem com essa falta de respeito, limito-me a desligar a televisão ou mudar de canal.

Vivemos na era do embora-lá-meter-o-dedo-na-ferida-para-se-ver-mais-sangue. Triste!