Com as novas tecnologias deixou-se de escrever cartas. Já nem os bancos mandam os extractos bancários para casa.
Eu sou do tempo em que ficava ansiosamente à espera que a carta chegasse. Todos os dias íamos ao correio ver se era hoje, corríamos para chegar antes dos pais. Esperávamos que os amigos se lembrassem de nós durante as férias e mandassem postais.
Eu recebia religiosamente cartas das minhas amigas nos meus anos, que calhava sempre durante as férias de verão. Era giro olhar para o envelope, abrir com jeitinho, desdobrar a carta e devorá-la. Lê-la e relê-la vezes sem conta.
E quando a carta era das de amor, o bater do coração, a emoção a cada palavra, o que nos fazia sonhar...priceless. Eu guardo ainda todas as minhas cartas e bilhetinhos, incluindo os de amor.
Agora as pessoas falam-se pelo MSN, pelo Hi5, pelo Facebook. Tratam de negócios, combinam eventos, perguntam como vai o gato, namoram...
Já não há cartas de amor e eu tenho pena disso.