A primeira coisa que o meu pai disse de manhã quando ligou a televisão foi "Deixa lá ver a notícias, a ver se já morreu mais alguém.".
Depois do Tito e do Hernâni no dia 25, deparei-me agora mesmo com a notícia da morte do Vasco Graça Moura.
Mais velhos ou mais novos, é sempre triste "ver" alguém partir. E eu nem costumo fazer destas coisas de publicar sobre pessoas que não me são nada.
E depois do 25 de 74
Isto é o mais perto que estarei hoje de homenagear o 25 de Abril, porque não tenho paciência para os discursos saudosistas, do bota abaixo e afins.
E esta é a única música relacionada com Abril, que me faz querer verter lágrimas como se não houvesse amanhã. Mas é por si só, não me lembro do 25 de Abril cada vez que a oiço. Emociona-me e pronto. É forte, tem uma boa letra e um grande intérprete.
Quando ao 25 de Abril, gosto mais de ouvir as histórias de quem viveu por dentro, o meu pai, das reais realidades da altura e não só das que falam na televisão, e pensar que valeu a pena.
Do que ouvi da entrevista do Otelo, podem dizer o que quiserem do homem, mas porra que teve uma cabeça e uns tomates do caraças para engendrar toda aquela trama.
Mas depois penso que a liberdade para que ele lutou, é hoje em dia tão mal utilizada. Confunde-se todos os dias liberdade com falta de educação, falta de respeito pelo próximo, falta de bom senso, falta de princípios e falta de valores.
Não vivi o antes, apenas o depois, mas acho que ao fim de 40 anos, não se aprendeu nada. Não aprendemos nada.
Faz-me alguma espécie
Pessoas que todos os dias vão fazer posts no facebook a dizer Bom Dia ou Boa Noite!
Porquê? Ninguém quer saber se vocês vão dormir ou se já estão acordados. Parece que é a primeira coisa que fazem quando acordam, em vez de irem lavar a cara, tirar as remelas e fazer a mija matinal.
Que dependência das redes sociais. Pessoas, vão apanhar sol...ou chuva.
Porquê? Ninguém quer saber se vocês vão dormir ou se já estão acordados. Parece que é a primeira coisa que fazem quando acordam, em vez de irem lavar a cara, tirar as remelas e fazer a mija matinal.
Que dependência das redes sociais. Pessoas, vão apanhar sol...ou chuva.
Coincidências do caneco
Dia 20 de Abril de 2014: O benfica ganha o campeonato de futebol, os adeptos saem para a rua feitos malucos, tudo de cachecol em riste.
Dia 20 de Abril de 2014: Eu ando a tarde toda com uma alergia do caraças ao pó, os olhos a chorar, o nariz a pingar e a espirrar desenfreadamente.
E hoje continuo, de tal forma que já tive de tomar qualquer coisinha para isto abrandar.
Dia 20 de Abril de 2014: Eu ando a tarde toda com uma alergia do caraças ao pó, os olhos a chorar, o nariz a pingar e a espirrar desenfreadamente.
E hoje continuo, de tal forma que já tive de tomar qualquer coisinha para isto abrandar.
Páscoa
A minha Páscoa cheira a pinheiros, a ar puro e a erva verdinha (também cheira a vacas, cabras e estrume). Tem sabor a cabrito, batatas e arroz, tudo no forno e manteiga a derreter no pão acabado de fazer. Tem som de risos de crianças, de "aleluia, aleluia" e foguetes.
Levantava-me sempre cedo para ir com o meu pai apanhar flores para enfeitar a mesa da Páscoa, onde púnhamos amêndoas, um bolo que na realidade era pão e um envelope com dinheiro para depois o padre levar (coisa que eu sempre achei estranha).
A minha Páscoa, a da minha infância foi passada rodeada da minha família materna, daqueles que amo e que me amam muito. Foi rodeada dos irmãos, dos primos que eram como irmãos. Dos doces que todos gostávamos, das brincadeiras, das conversas emocionantes, dos risos. Da alegria.
Hoje em dia tornou-se apenas uma data, este ano principalmente, mas mesmo assim fizemos um esforço. Tivemos cabrito, batatas e doce. Tivemos conversas e algum riso. Fomos apenas aqui os de casa e um irmão do meu pai, mas foi bom.
A vida vai passando e vai moldando-nos aos acontecimentos. Mas há aqueles momentos em que tentarei sempre voltar ao sítio onde fui feliz.
Levantava-me sempre cedo para ir com o meu pai apanhar flores para enfeitar a mesa da Páscoa, onde púnhamos amêndoas, um bolo que na realidade era pão e um envelope com dinheiro para depois o padre levar (coisa que eu sempre achei estranha).
A minha Páscoa, a da minha infância foi passada rodeada da minha família materna, daqueles que amo e que me amam muito. Foi rodeada dos irmãos, dos primos que eram como irmãos. Dos doces que todos gostávamos, das brincadeiras, das conversas emocionantes, dos risos. Da alegria.
Hoje em dia tornou-se apenas uma data, este ano principalmente, mas mesmo assim fizemos um esforço. Tivemos cabrito, batatas e doce. Tivemos conversas e algum riso. Fomos apenas aqui os de casa e um irmão do meu pai, mas foi bom.
A vida vai passando e vai moldando-nos aos acontecimentos. Mas há aqueles momentos em que tentarei sempre voltar ao sítio onde fui feliz.
O Trabalho Mais Difícil do Mundo
Às vezes acho que tenho um humor tão particular, que até tenho receio de dizer o que me vai na cabeça, por achar que corro o risco de ser mal interpretada.
Se fosse eu neste video, assim que o senhor disse que aquele trabalho era exercido pelas mães, eu teria atirado logo com "Mas a minha mãe dorme...e ressona para caraças!".
Desculpe lá mãe, já nem me lembro se ressonava...
Há coisas que não entendo
Andava a navegar pelo facebook, e às tantas dou com a publicação da foto de uma pequena. Até aqui tudo normal, não fosse a foto ser da pulseira que lhe colocaram na urgência de um hospital.
Mas quem raio se lembra (e lhe apetece) tirar fotografias no hospital e espetá-las no facebook de corrida?
Ah claro, as(os) pequenas(os) com ainda pouco miolo, e sem nada de sério certamente, ou caso contrário o facebook era a última coisa a passar-lhes pela cabeça numa urgência de hospital.
Mas quem raio se lembra (e lhe apetece) tirar fotografias no hospital e espetá-las no facebook de corrida?
Ah claro, as(os) pequenas(os) com ainda pouco miolo, e sem nada de sério certamente, ou caso contrário o facebook era a última coisa a passar-lhes pela cabeça numa urgência de hospital.
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