Dança com as estrelas

No passado domingo, debrucei-me sobre esse fenómeno da televisão portuguesa: o baile dançante televisivo, Dança com as Estrelas.
Ficou-me retido o seguinte:

- Os concorrentes masculinos andam todos de tronco nú (e que tronco!)
- Elas, concorrentes, bailarinas ou convidadas, andas quase todas de cú de fora
- A Cristina Ferreira é mesmo gira, pode ter a voz estridente, mas é gira que se farta. A única coisa que vejo ali, são aquelas ancas enormes, que confesso, acho que ficam muito maiores em televisão, porque em fotos parecem-me normais
-  A  Alexandra Lencastre bem pode emagrecer o que quiser, que continua a mesma maluca faminta de homem, de sempre
- O Cifrão continua o mesma cara de cavalo
- Ando tudo maluco pela kizomba! Reconheço que é um som que me faz abanar as ancas involuntariamente e que não me importava de rebolar como já vi (no youtube, porque no programa não vi nada de especial), mas vamos com calma, pessoas. Ultimamente cada vez que ouço musica africana, olho e afinal é malta de raça branca, não sei o que se passa...
- Até podes dançar bem e esforçares-te, mas contra rapazes vindos dos Morangos com Açúcar, com bons físicos, um palminho de cara e ar de fudilhão, não vais lá. As pitas dominam os tele-votos. Temos pena...

Puff, e lá se foi Agosto!

Andamos uma data de meses a sonhar com o mês de Agosto, que é afinal, o mês que todos tomam como "o mês" de verão, e o sacana passa num instante.
Ainda ontem estava a acabar o trabalho, a entrar no mês de Agosto, a pensar nas idas intermináveis à praia (um pouco exagerado, vá), e hoje já estamos em Setembro.
Não é que não goste de Setembro, que me parece que vai ser bem mais quente que Agosto, mas sempre foi aquele mês de voltar à escola, de voltar ao trabalho, de os dias ficarem mais pequenos, da chegada do Outono e coisas que tais. É a reta final do ano, o caminho para o Inverno, dias frios e chuvosos. Em resumo, aos meus olhos, é o caos.
Tanto que eu gosto do Verão, do meu querido mês de Agosto, e sinto que não gozei nada dele. Não quero Setembro. Bolas!

Conversa de ontem

Ele: Se te saísse o Euromilhões, o que é que fazias?
Eu:  Nada!
Ele: Hã?
Eu: Nada. Absolutamente nada.
Ele: Se te saísse o Euromilhões, não querias fazer nada?
Eu: Eu não. É que com tanto dinheiro não precisava de fazer nada na vida !
Ele: Oh, és mesmo parva. Eu queria saber era se compravas uma casa, um carro, ias viajar ou assim.
Eu: Olha parvo és tu. Para a próxima faz a pergunta como deve de ser.


O meu Verão tinha um mês em casa a aturar a minha irmã mais velha, a brincar a tudo o que me vinha à cabeça, a ver desenhos animados, a empoleirar-me na janela a ver quando os meus pais chegavam do trabalho, a fazer praia no chão da sala, a ir à praia só ao fim de semana para Galapos, Figueirinha ou Fonte da Telha e a passar o resto da tarde na mata a apanhar pinhas.
O meu Verão tinha um mês inteiro na minha terra (dos meus pais, vá), com os primos que apareciam há vez e por pouco tempo, mas tinha correrias na rua à vontade, carros de vacas, rebanhos de cabras bem cedinho, os moços mais velhos de mota, os emigrantes com os penteados de há 10 anos, os carrões com a música pimba do momento e os filhos a falarem francês como se eu não percebesse uma única palavra (ahah, eu percebia, mas fingia que não).
O meu Verão tinha cheiro a pinheiros, salpicão, bolo de anos, tortas da Dancake, pudim flan, sopas de leite, Nestum com leite de cabra e chocolates da Suiça.
O meu Verão tinha o som da música das festas das aldeias ao longe, dos sinos dos rebanhos, das crianças na rua, do sotaque do norte, das queixas da minha avó, do riso do meu avô e dos grilos à noite. Tinha o som do silêncio.

Agora nem por isso, e tenho muitas saudades.

Ser útil à sociedade? Ah, agora não posso que tenho de ir ali a um meeting

Já virão o barraco kouve ontem ali no Parque das Nações? Não? Mas em ke mundo é ke voçezes vivem, manos? A sério, voçezes tão tão out, pah!
Tão akilo foi do tipo, a malta juntousse plo facebook, tipo pa um meeting entre a malta, tipo pa conviver. Depois a coisa deu merda, tipo távam lá 2 grupos rivais e tipo, uns putos começarão a correr, e tipo foram atrás de um mano e tipo, entrou tudo em pânico, e tipo vierão os bófias e diz que começaram a malhar no pessoal.
Não percebi o porkê desta cena toda, tipo a malta só veio para o meeting, pah.

Texto escrito ao abrigo do acordo ortográfico adolescente

Deduzo que estes jovens não vejam notícias. Eu juntava os 600 jovens numa sala pequenina, quentinha e húmida, a ver as imagens sobre a guerra na Faixa de Gaza, com as criancinhas todas ensanguentadas e em pedaços a serem transportadas em braços pelos pais, as criancinhas que passam fome extrema, quase a serem comidas pelas moscas, pessoas despedaçadas por bombas no Iraque, jornalistas decapitados por malucos extremistas, pessoas desalojadas por fogos, vidas levadas por excessos de velocidades e álcool no sangue. Ou mais simples ainda, os próprios pais a trabalharem no duro, a correrem de um lado para o outro, a dividirem-se entre dois e três trabalhos, com o sonho dos seus filhos poderem vir a ser alguém na vida e não terem de se esforçar tanto. A sacrificarem-se para que os filhos tenham os telemóveis e a internet que usaram para marcar este...meeting!

Grupos rivais? Estamos na Palestina ou em Israel? No Iraque ou no Afeganistão? Em que mundinho vivem estes miúdos? Demasiado tempo livre em cabeças fracas, nunca deu bom resultado.
E que tal irem fazer companhia a velhinhos que passam os seus dias sozinhos, fazerem voluntariado a hospitais, animarem crianças internadas na oncologia, ou limparem ruas e jardins?
Pois, isso dá muito trabalho. como hoje já li algures "Se hoje se fizesse o mesmo meeting, com os mesmo 600 jovens, mas para trabalharem no duro e ao sol, não aparecia ninguém".
Quero ainda acreditar que a maioria dos jovens deste país, ainda tem um cérebro dentro da cabeça e não um smartphone com uma aplicação rasca e músicas de um dj manhoso.

O problema não és tu, sou eu!

Não.
O problema és tu, não sou eu!
É assim, simples. Mas depois torna-se tudo muito complicado.

Banhos públicos

A mim não me apanham nesta modinha. Mas nem que me nomeiem, coisa que eu acredito piamente que não acontecerá.
Muito menos a troco de um jantar. É que essa é a parte mais parva. Depois de já se ter visto nos telejornais todos até à exaustão esta moda, mas a troco de ajuda para uma associação específica, não entendo como é que continuam a fazer isto a troco de jantares. Já que é para ser parvo, que se seja por uma boa causa.
Mas é incrível como qualquer porcaria pega que nem pastilha elástico em cabelo. Mais depressa fazia uma doação, do que me encharcava em água gelada.

Mundo louco

Acabei de abrir o meu facebook e no feed de notícias aparece uma fotografia de uma amiga minha. Até aqui tudo normal, é o que as pessoas fazem principalmente no verão. Tiram carradas de fotografias e espetam com elas todas no facebook. Tudo normal como disse, não fosse o caso de esta fotografia ser da rapariga num cemitério e ao lado da campa dos avós.
A sério, juro! A moça agachada ao lado do túmulo, com a mãozinha em cima do mesmo e uma frase de saudades aos avós.
Tudo bem que ela mora nos Estados Unidos da América e só cá vem no Verão, mas se tinha saudades e queria uma recordação, que ficasse com ela só para si. Ah, mas já tem 13 likes. Amazing people...

Futebol, já eras!

Vou deixar-me de futebol e dedicar-me ao atletismo. Carradas de homens giros. Giros e musculados.
Já no futebol, e em particular o português, isto anda muito fraquinho.

Esta gente sem Facebook já não é nada

Ontem foi o meu aniversário (ah, olha para ela a ver se alguém lhe dá os parabéns), e resolvi fazer um teste. Fui ao facebook e deixei de ter o meu aniversário como visível para os meus amigos.
Resultado: NINGUÉM ME DEU OS PARABÉNS! Nem uma única pessoa, nem os primos, nem os amigos mais chegados.
Eu já suspeitava disto, mas queria só ter a certeza. Não me fez mossa, até porque eu  ando com um humor de cão e quero é que se lixe o mundo inteiro, mas confesso que de duas ou três pessoas, esperava qualquer coisinha. E não me venham cá com coisas, que eu sei de cor os aniversários da família e amigos. O resto não me interessa, são só conhecidos. Enfim, lembraram-se os tios, a afilhada e uma amiga (curiosamente, tudo gente sem Facebook).
Pois é, as pessoas já não passam sem o amigo Facebook para as lembrar das datas de aniversário, e são até capazes de desejar os parabéns ao Manel Pancrácio que não conhecem de lado nenhum, mas à prima com quem cresceram, népia!
Isto anda bonito, anda. Qualquer dia até têm uma aplicação no telemóvel que as lembra de irem à casa de banho cagar...e limpar o rabo a seguir.

Pior que eu não há

Não vou casar.
Não vou arranjar trabalho que dure.
Não vou ter filhos.
Não vou ter casa própria.
Não vou saber o que quero fazer.
Não vou ter projectos de vida.
Não vou ter sonhos.
Não vou conhecer outros sítios.
Não vou ser feliz.
Não tenho é mais certeza de nada nesta vida.
Dá para ver que estou muito pouco bem disposta, não dá?

Separados à nascença 4

                        Sophie Winkleman - Actriz | Adriane Garcia - Qualquer coisa na RTP


Acho bem. Se o pobre do Enzo é que tem de correr, é que tem de cruzar, é que tem de marcar, é que tem de suar, é que tem de levar caneladas, é que tem de fazer teatro quando o adversário nem lhe toca, é que tem de levar com a ira dos adeptos quando falha um golo certo, e ainda, tem a árdua tarefa de decifrar o que o JJ quer dizer, acho muito bem que ganhe tanto como ele.

E finalmente despacharam o Cardozo que sai triste, por nunca ter conseguido mandar um banano bem dado em JJ. Olha amigo, oportunidade não te faltou.

O timing é lixado

Antes de começar a namorar com o meu actual namorado, estive para aí uns 4 anos sem namorado, período durante o qual não apareceu um único interessado (pelo menos que fosse de jeito o suficiente, para eu me lembrar).
Agora nos 3 anos que já levo de namoro, já contei 5. CINCO! A sério, que mau timing. Aparecessem antes, que agora não há espaço. E até que eram/são todos bons rapazes.

Modas

Ando para aqui a rezar para que a minha afilhada de 13 anos não tenho entrado na moda das pulseiras de elásticos e me faça usar um braço cheio delas. Não gosto daquilo. São feias, devem puxar os pêlos e derreter com o calor.
Diz que a Sporting TV já está a bombar no canal 35 do MEO. Ah, a felicidade de não ser cliente deste fornecedor de tv por cabo e esbarrar acidentalmente com este canal, aquando de um zapping.

Dos Saldos

Estão uma merdinha. Fui hoje espreitar, e meus senhores, se acham que um desconto de 4€ e 5€ são saldos, ide dar uma voltinha ao bilhar grande.
Mas as pessoas lá andam todas doidas, com os olhos esbugalhados, a baba a cair, a acotovelarem-se umas às outras, por menos 5€.
Depois também há o facto de não haver nada de jeito, mas isso é um mal geral, a roupa anda fraquinha e o calçado também.
E eu que só queria uma saia, uns calções e umas sandálias pretas. Comprei uma pijama: 2€ em vez de 11€.

Coisas que me fazem espécie

Pessoas que partilham a sua necessidade de ir à casa de banho.
Não, não, não, que precisam mesmo de ir fazer xixi. Hoje uma colega de trabalho, em menos de 5 minutos, disse que tinha de ir fazer xixi umas 20 vezes, até efectivamente o ter ido fazer. E quando voltou, partilhou o facto de o ter ido fazer.

Do Brasil - Alemanha de ontem

O Brasil sofreu uma pesada derrota. E o que é que eu tenho a ver com isso?
Nem sequer vi o jogo, porque estava a trabalhar, o que me deixou fula da vidinha. Mas do que já vi hoje e ainda ontem, apesar de terem levado com 7 golos, oh gente, também não é preciso exagerar.
Chorarem que nem crianças, dizerem que é uma dor sem fim e que têm o coração despedaçado? Soltem lá uma lagrimita, mas calma. Quando vejo gente assim, penso sempre que nunca lhes deve ter morrido ninguém de quem gostassem realmente muito. Isso sim, é uma dor sem fim.
Se tivesse acontecido com a selecção portuguesa, mandava-os à merda durante um dia ou dois, e seguia a minha vida. Afinal é só futebol!

Trapos

Sou capaz de estar muito tempo sem comprar nada, mas às vezes em pequenos espaços de tempo, lá me permito a umas comprinhas. Nada de exagerado, que não sou doida por roupa, nem por compras. Compro mesmo aquilo que me faz falta e quando me faz falta.
Camisolas básicas, alegres e sem decotes para os dias de menos calor deste verão estranho e um fio para alegrar ainda mais a coisa (que também pode ser interpretada como sendo Eu ☺).